De acordo com um especialista, esta caraterística mantém os casais juntos mais do que o amor.
O psicólogo observou que a verdadeira confiança numa relação cresce qdo ambos os parceiros partilham os seus sentimentos / photo pixabay
O amor entre as pessoas perde-se muitas vezes devido à sprópria defesa, a mal-entendidos, ao medo de se tornar vulnerável a uma nova pessoa ou de ser magoado numa relação. No entanto, não são apenas necessários sentimentos fortes, mas também auto-consciência para dar a outra pessoa um amor saudável e duradouro. É sobre isto que o psicólogo americano Mark Travers escreve para a Forbes.
“A autoconsciência no amor é a prática intencional de ouvir os seus próprios pensamentos, hábitos, comportamentos e emoções e monitorizar a forma como isso afecta a srelação”, explica o especialista.
Assim, Travers explicou como a auto-consciência pode ajudá-lo a construir uma base a partir da q a srelação se pode tornar verdadeiramente gratificante.
A confiança nas relações começa com a honestidade consigo próprio
Uma verdadeira relação não se constrói apenas com amor, mas também com respeito mútuo, comunicação constante e confiança.
“Imagine o seguinte: quer o amor, mas ao mesmo tempo tem medo dele. A ideia de compromisso desencadeia sentimentos desagradáveis que tenta evitar, mas que não consegue pôr em palavras. Atira-se a uma relação porque quer intimidade, mas qdo as coisas se tornam sérias, afasta-se. Sabe uma verdade: quer amor. Mas contina evitar a outra – tem medo dela. Enqto não o enfrentares, o ciclo nunca terminará”, avisa a psicóloga.
De acordo com o especialista, qdo uma pessoa tenta esconder ou negar os seus verdadeiros sentimentos, necessidades ou medos, cria uma dissonância interna e um conflito que acaba por se instalar na relação.
“Ser honesto consigo próprio e confrontar-se com as coisas que teme desenvolve a auto-consciência. Esta auto-consciência manifesta-se nas relações como autenticidade. Sabemos o que queremos e porque o queremos – e podemos falar abertamente sobre isso”, acrescentou Travers.
A verdadeira confiança numa relação cresce qdo ambos os parceiros partilham os seus sentimentos, disse ele. Se essa honestidade não existir, os parceiros sentir-se-ão inadeqos, evitarão conversas difíceis e enfrentarão uma quebra de confiança.
Aceite o facto de que todas as relações desencadeiam as s emoções
Qdo estamos numa relação, sentimos emoções que estão relacionadas com o nosso passado, inseguranças ou medos profundos.
“Mesmo que seja normalmente equilibrado, existe a possibilidade de reagir, de explodir com o seu parceiro e de ceder às s emoções em vez de controlar as s reacções. Através da auto-consciência, pode reconhecer e nomear os seus gatilhos, evitando assim conflitos destrutivos. Pode passar por momentos sensíveis com empatia e dar a si próprio uma pausa para reavaliar a sitão antes de reagir”, sublinhou o psicólogo.
Por exemplo, o seu parceiro fez um comentário sobre o seu penteado, sem saber que já está inseguro em relação a isso. Então, ofende-se em resposta, o que pode significar uma reação exagerada para a pessoa amada, mas fica magoado com o comentário.
“Mas, através da consciência, pode canalizar a sreação emocional de uma forma mais construtiva. Em vez de explodir, pode dizer gentilmente: ‘Hoje sinto-me um pouco constrangido com o meu cabelo. Podemos concentrar-nos noutra coisa? Isso ajudaria imenso”. Isto fará com que o seu parceiro compreenda como se sente e permitir-lhe-á avançar em conjunto”, aconselhou Travers.
A auto-consciência ensina-o a conhecer e a comunicar os seus limites
Qdo se tem limites saudáveis, tem-se uma identidade própria, mas sem ela corre-se o risco de se tornar co-dependente e ressentido. Ao mesmo tempo, o especialista acredita que a auto-consciência pode ajudá-lo a identificar o que precisa como pessoa para se sentir seguro.
“Em 2022, foi realizado um estudo com mais de 200 pessoas para investigar como a co-dependência afecta as relações. Os investigadores descobriram que as pessoas que obtiveram uma pontão elevada em traços de co-dependência mostraram um comportamento mais negativo em sitões de stress. Também se aperceberam de mais problemas nas s relações e tiveram mais interações negativas sem aumentar as positivas. Em conjunto, estes factores contribuíram para maiores dificuldades de relacionamento e menor satisfação com a vida”, explicou Travers.
Assim, o perigo do amor sem limites é que, sem auto-consciência, esquecemos onde acabamos e onde começa o outro. Em contrapartida, os limites baseados na autoconsciência permitem-lhe dizer: “Isto é quem eu sou, isto é o que eu preciso e esta é a minha posição”, o que, na verdade, protege a intimidade em vez de a ameaçar.
“O amor pode encorajar-nos a contin a tentar, mesmo qdo parece não estar a funcionar. Mas é a auto-consciência que nos mostra o que não está a funcionar e como avançar de forma a criar confiança, intimidade e resiliência”, concluiu o autor do artigo.
Outras dicas de psicólogos
Anteriormente, Mark Travers chamou-lhe um sinal inesperado de amor verdadeiro. Segundo ele, este hábito, irritante para muitos, pode na verdade ser um sinal dos fortes sentimentos que o seu parceiro nutre por si.
O psicólogo também nomeou 5 coisas sobre as qs deve falar com o seu parceiro para ter uma relação feliz. Ele referiu que esta lista inclui o estado da relação, o que os parceiros gostam de fazer, os seus sonhos para o futuro, os seus medos e stress e os seus pensamentos aleatórios.

